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		<title>A Diferença Entre o Escritor e o Escrevedor.</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Dec 2007 20:17:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#8220;A diferença entre o escritor e o escrevedor está sobretudo na economia
vocabular. Conseguir o máximo com o mínimo &#8211; eis um sábio programa.&#8221;
(Celso Pedro Luft)
ORIGENS DAS DIFERENÇAS
 
 Enrolar, enfeitar a jogada, enfeitar a noite do meu bem, encher lingüiça, são expressões populares usadas para referir-se ao hábito do uso da retórica na linguagem. Esta tendência, freqüentemente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=traduzagora.wordpress.com&blog=2404768&post=3&subd=traduzagora&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><font color="#ff0000">&#8220;A diferença entre o escritor e o escrevedor está sobretudo na economia</font></p>
<p><font color="#ff0000">vocabular. Conseguir o máximo com o mínimo &#8211; eis um sábio programa.&#8221;</font></p>
<p><font color="#ff0000">(Celso Pedro Luft)</font></p>
<p align="left"><strong>ORIGENS DAS DIFERENÇAS<br />
</strong> <br />
 Enrolar, enfeitar a jogada, enfeitar a noite do meu bem, encher lingüiça, são expressões populares usadas para referir-se ao hábito do uso da retórica na linguagem. Esta tendência, freqüentemente observada em português, é um vício remanescente de séculos passados, quando a linguagem escrita era uma arte dominada por poucos e a sua função era predominantemente literária. Retórica era sinal de erudição, e por vezes a forma chegava a se impor sobre o conteúdo.<br />
Nos tempos modernos, entretanto, com a internacionalização do mundo e com o crescente desenvolvimento da tecnologia de comunicação, a funcionalidade dos idiomas como meios de comunicação clara e objetiva se impõe a tudo mais, fato este reconhecido também pelos mais respeitados representantes da língua portuguesa.<br />
 Especialmente no caso do inglês, hoje adotado como língua internacional, esta tendência é marcante. O inglês moderno na sua forma escrita não tolera retórica. No comércio internacional, na imprensa escrita, e nos meios acadêmicos exige-se cada vez mais clareza. Frases longas, adjetivação excessiva, tom vago, textos que exigem maior esforço para serem compreendidos, falta de concisão, todas estas características facilmente são consideradas pobreza de estilo. A beleza do inglês moderno está na substância, na simplicidade, na clareza, na riqueza de detalhes e na integridade lógica.<br />
 Há quem diga que esta tendência no português de se ser vago, de se valorizar uma linguagem afastada dos fatos e maquiada pelas formas, é um hábito originado nos anos de regime militar, quando jornalistas tinham que informar mas tinham receio de se comprometer. A &#8220;liberdade vigiada&#8221; daqueles anos de regime de exceção exigia um subterfúgio, uma linguagem não-explícita, cuja mensagem ficasse por conta da capacidade de imaginação do leitor.<br />
 Já outros acreditam serem as raízes mais profundas. Evocam o período colonial do Brasil, quando o trabalho era responsabilidade da mão-de-obra escrava, e a classe letrada dedicava muito tempo burilando textos que valorizavam a estética e o subjetivismo, num mundo que ainda se comunicava muito através da literatura.<br />
 Outros vão mais longe ainda. Afirmam que, há mais de 20 séculos, diferenças sociais e culturais já marcavam contrastes. Enquanto o Império Romano da língua latina mantinha seu apogeu pela força militar, permitindo a existência de classes eruditas que podiam se dedicar às artes e às letras, quando meio século antes de Cristo o orador Cícero já se dedicava à crítica literária e ao estudo de retórica e o poeta Virgílio destilava seu lirismo profetizando com eloqüência o destino de Roma no mundo; àquela época os povos bárbaros de línguas germânicas encontravam-se ou guerreando ou trabalhando para sobreviver e pagar impostos ao Império, sem tempo para as artes, e usando uma linguagem de comunicação clara e objetiva, sintonizada em fatos concretos e nos afazeres do dia-a-dia.<br />
 Seja qual for a origem, o fato é que hoje, em pleno alvorecer da era da informação, num mundo que se transforma numa comunidade cada vez mais interdependente e que se comunica cada vez mais, tendências idiomáticas contrastantes representam um empecilho para ambos os lados. Nunca o mundo se comunicou tanto, nunca o tempo foi tão curto para tanta informação, e portanto nunca a objetividade na linguagem foi tão necessária.</p>
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